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A espantosa realidade das coisas
A espantosa realidade das coisas é o nome de uma instalação composta por desenhos em pastel seco, um livro de poemas e cinco pedras encontradas. O título foi tomado de empréstimo de um poema de Alberto Caeiro, heterônimo do poeta português Fernando Pessoa. Em um dos trechos o poeta diz:
Às vezes ponho-me a olhar para uma pedra.
Não me ponho a pensar se ela sente.
Não me perco a chamar-lhe minha irmã.
Mas gosto dela por ela ser uma pedra,
Gosto dela porque ela não sente nada.
Gosto dela porque ela não tem parentesco nenhum comigo.
A série nasceu em diálogo direto com o poema numa tentativa (talvez um tanto ingênua) de esvaziar o desenho de metáforas, guiado pela simplicidade radical da prática do desenho de observação.


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